About Milton Oliveira

O consultor Milton de Oliveira é um dos mais conceituados consultores na especialidade do desenvolvimento organizacional. Obteve o título de mestrado em Louvain – Bélgica – e cursos de especialização no canadá, frança e estados unidos. Atua com consultoria organizacional para jovens líderes e empresas.

Convite aos jovens executivos

É lugar comum dizer que vocês são o amanha de nossos pais. Repito a frase obvia não por falta de criatividade e sim para afirmar a minha convicção de que vocês serão de fato os realizadores de nossos sonhos e projetos de um Brasil melhor.

     Somos, talvez, o mais rico pais do mundo.  A nossa natureza é prodiga em todas as dimensões possíveis: não temos invernos rigorosos, furacões, tremores de terra importante, vulcões, maremotos e nenhum problema climático significativo.

   Por outro lado, somos absolutamente bem agraciados pela natureza: possuímos os maiores reservatórios de agua potável do planeta, milhares de quilômetros de rios navegáveis, possuímos ainda os maiores lençóis freáticos do mundo, temos centenas de quilômetros de terras férteis tratoráveis, possuimos incomensuráveis potenciais de reservas de energias solar e eólicas, somos detentores das maiores reservas florestais do planeta, somos também detentores de extraordinárias diversidade da flora e da fauna, possuímos imensas reservas de petróleo e de abundância de reservas de todo tipo de reservas minerais.             

    Completando o nosso imenso diferencial, somos  historicamente um povo de índole pacifica e sem histórico de disputas sangrentas de gerras nacionais. Ao longo da historia a violência não foi a nossa marca. A violência atual do trabalho escravo, da violência urbana e da arbitrariedade policial não são traços dominantes de nossa cultura. A sociabilidade e amabilidade são traços marcantes da nossa cultura nacional.

    O lado negativo da nossa historia vem desde o nosso período colonial. Fomos colonizados por aventureiros portugueses que foram em todas as suas colônias na América do Sul, África e Ásia colonizadores bárbaros e aéticos em todas as dimensões humanitárias.   

                            A geração de riquezas

      Não são os políticos que geram ou criam riquezas, essas são geradas os sistemas empresariais. Sistemas políticos e burocráticos são necessários, mas representam custos e geram despesas dispendiosas para nação, consumindo suas poupanças que em principio seriam aplicados na saúde, educação, habitação, transporte e alimentação que são as necessidades básicas de todos os povos em todas as épocas da historia humana.  

   O fortalecimento das economias depende das classes produtoras. Quanto maiores os parques industriais e sistemas produtivos, com tecnologias de ponta e com gerentes empresariais competentes, mais ricas serão as nações.

                   A importância das novas gerações

   Para vivermos a plenitude do desenvolvimento autossustentável nos séculos XXI e XXII dependeremos de mudanças dos modelos mentais dos futuros CEOs do nosso país. Precisaremos formar três a quatro gerações para implementarmos uma sustentavel economia de vanguarda e esses acontecimentos dependerão de decisões tomadas no tempo presente.

  O Instituto Milton de Oliveira – IMO – pretende ser uma das sementes na implantação desse ambicioso projeto. Hoje são inúmeros projetos visando o mesmo objetivo de preparar as futuras gerações para visando o pleno desenvolvimento socioeconômico.

         Nesse contexto o IMO pretende ser um dos atores dessa grande jornada na formação e Desenvolvimento de Lideres eficazes na luta por um Brasil mais justo e Ético.

2018-04-26T16:05:34-03:00Blog, Vídeos|

Editorial de retorno

Depois de muito meditar volto a editar o site da Milton de Oliveira Consultores Associados, agora com o nome de Instituto Milton de Oliveira-IMO  uma espécie de Forum de Jovens Prendedores de Sucesso.

Encerei o meu antigo site por vários motivos. Dentre eles o de trabalhar o menos possível e ter bastante tempo para estudar o problema da psicologia aplicada as organizações produtivas e da psicologia em geral, sobretudo da psicologia no Século XXI.

E assim o fiz por alguns anos.  Nesse período, dediquei o meu tempo a estudar e a escrever um novo livro sobre o assunto. Ao estudar, com afinco esses temas calcados nos novos paradigmas das emergentes ciências da complexidade, percebi que aliado aos quarenta anos de pratica em consultoria organizacional ainda poderia contribuir para essa revolução do pensamento cientifico fosse divulgada no meio empresarial, sobretudo para o  desenvolvimento de jovens empresários.

Entretanto senti falta de um veiculo de comunicação com o grande publico. Incentivado por amigos e antigos clientes que sempre acompanharam o meu trabalho resolvi  retornar, criando o Instituto Milton de Oliveira-IMO.

Como estou escrevendo um livro bastante critico sobre a psicologia tradicional e resolvi publicar antecipadamente alguns textos desse trabalho submetendo-o às criticas e sugestões de um considerável publico que sempre prestigiou as minhas publicações. Esse site será o local dessa troca de experiências.

Baseado na minha longa experiência como consultor organizacional e fundamentado em intermináveis estudos sobre humanismo e as ciências contemporâneas, estou assumindo o desafio de deixar algum legado para os jovens que serão dirigentes do futuro do nosso país.

Baseado nesses estudos gostaria de discutir e construir com lideres jovens cenários prováveis e/ou possíveis bases de um Humanismo Empresarial para os próximos 50 anos.

A construção de projetos de futuro mais promissores começa no aqui-e-agora, ou seja, no tempo presente. Executivos eficazes do futuro se educam no tempo imediato, pois não se deve esperar o futuro e construi-lo.

 

Como vivemos no Brasil instantes de perplexidades e ausência de ética na vida publica brasileira. Resolvi publicar minhas opiniões sobre o tema visando participar do movimento de muitos grupos sociais, que na rede da internet, procuram se organizar para dar um basta ao descalabro politico brasileiro.

Caberá às futuras gerações criar uma cultura empresarial preocupada com a Ética baseadas nas emergentes praticas de “Complaice”.  Fora de ambiente que respeite Princípios Éticos, em todas as atividades humanas, não haverá solução para nossa profunda crise social.  Platão, um dos mais importantes filosofo grego, defendia que a Ética é um ato de Amor.

 

Espero que possa novamente me comunicar com amigos e clientes conquistados em mais de quarenta anos de experiência como consultor organizacional.

 

Peço aos mesmos que ajudem a divulgar o meu retorno e a criação do Instituto Milton de Oliveira – IMO, voltado sobretudo para jovens interessados na busca por empresas altamente eficazes e voltadas para desenvolvimento das riquezas da nossa Nação com líderes de alta performance.

 

Milton de Oliveira

Janeiro de 2018

 

 

2018-01-22T11:07:45-03:00Artigos, Blog|

Andrade Gutierrez

Há vinte cinco anos acompanho o sucesso da Andrade Gutierrez e foi onde aprendi a trabalhar. Em junho de 1974 fui convidado pela área de treinamento a ministrar um seminário para um grupo de dirigentes da empresa. Na época, tinha pouca experiência com empresas e o meu trabalho ainda era bem acadêmico, mas apesar desse fato o seminário foi bem recebido. Nos meses seguintes o referido encontro tendo como tema “ Liderança e Motivação” foi repetido para todos os executivos da empresa. Atividade que se estendeu por doze anos consecutivos e pela passaram todos os executivos e chefias intermediarias da empresa. A minha visão era fortemente humanista pois havia deixado de ensinar na universidade há poucos anos onde lecionava psicologia com forte tendência clínica. Descobri que a empresa já praticava os ensinamentos da psicologia da época e o meu papel consistia em fundamentar teoricamente o modelo que era aplicado. Com isso aprendi muito mais do que tentava ensinar. A cada ano aprofundávamos os temas criando novos módulos de três dias sempre adaptados às realidades internas daquela empresa

O clima organizacional da AG. era bastante favorável a esse tipo de trabalho. A valorização do trabalho em equipe, a confiança mutua, sólidos laços de solidariedade, muita alegria, abertura na comunicação, comprometimento e muita motivação eram traços marcantes na organização.
Na ocasião, eu ‘achava’ que trabalhava com desenvolvimento gerencial mas na realidade o que de fato estava ajudando era desenvolver uma cultura organizacional estruturada em valores humanos bem claros. Recentemente lendo o livro do italiano Massi. “A emoção e a regra”, onde o autor comenta 13 empresas de sucesso, (que ao final do século passado e início desse século já aplicavam conceitos pós modernos antes da modernidade) pude ver que a dinâmica dessas organizações era bem semelhante ao da AG. Como nessas organizações citadas a AG. já aplicava com sucesso muitos dos valores considerados atualmente de vanguarda: baixa competição interna, personalidades fortes sem autoritarismo ou estrelismo, abertura para inovações, equipes multifuncionais, grande sentimento de amizade entre seus membros, pouca burocracia e forte comprometimento com os resultados globais da organização sem competição interssetorial.

Vinte e cinco anos depois constato que o grande mérito do trabalho foi o estruturar e divulgar em todos os níveis da empresa uma cultura única que servia de referência para todos os executivos. De norte a sul do pais falava-se a mesma linguagem. Independente das pessoas ou dos locais das obras, praticava-se o mesmo estilo gerencial sempre incentivando a criatividade na procura novos processos produtivos. Quando se ganha concorrências ou licitações não havia o problema da integração de novas equipes pois seus membros se norteavam pelos mesmos valores comportamentais.
Foi um período de grande crescimento da construtora, mas como os valores da cultura eram bem claros os recém contratados se “aculturavam” sem dificuldades. Isso foi possível pois os seminários trabalhavam equipes fechadas e ao mesmo tempo havia atividades de integração dos participantes dos diferentes setores da empresa. Essa estratégia permitiu a solidificação de valores compartilhados por todos setores da organização. Muitos dos conceitos de cultura organizacional pesquisados atualmente já eram respeitados naquela época e calorosamente discutido nos mais de duzentos encontros de três dias realizados ao longo de doze anos.

A empresa teve um crescimento fantástico e durante anos foi destaque do setor. Com a grande crise do setor em meados da década de 1980 a AG. foi obrigada a fazer um “downsizing” que abalou um pouco o seu ambiente interno. Nos dois últimos anos a empresa passou por uma nova reestruturação organizacional com novas estruturas de negócios e novamente esta trabalhando a sua cultura fazendo a implantação de um programa de “Mapeamento 360 graus”, onde os valores foram reestudados face ao mundo contemporâneo e novamente seus executivos estão discutindo os novos valores da AG.
Para grande alegria pessoal passei todo o ano de 1998 colaborando na implantação do novo modelo que guarda muito dos seus valores anteriores. Nesse retorno pude constatar que o grande esforço que empresa aplicou desenvolvendo uma forte cultura não foram em vão pois até hoje percebesse os traços humanísticos praticados ao longo do tempo e que segundo a opinião de seus membros é um dos fatores de sucesso das organizações.

CLIMA ORGANIZACIONAL E NECESSIDADES HUMANAS

Pessoalmente lamento que a grande maioria dos empresários não se preocupem com as suas respectivas culturas organizacionais. Observando-se experiências vitoriosas pode-se constatar que as empresas de sucesso sempre procuraram preservar ambientes semelhantes ao de empresas como a AG.: dar a seus membros um significado dignificante à necessidade de se auto realizarem como seres produtivos.
Quando os dirigentes empresariais reconhecerem que as organizações podem ser uma importante fonte de dignificação das pessoas ao invés de fonte de alienação, poderão fazer uma verdadeira revolução gerencial.
Sabemos hoje que o trabalho pode ser uma inesgotável fonte de realizações pessoais. Assim, muitas necessidades afetivas, emocionais e o de dar significado social à existência podem ser encontrados na identificação com certas organizações.
Na minha experiência como consultor, sempre me chamou a atenção como em algumas organizações as pessoas as vezes sacrificam a própria vida particular para serem reconhecidas pela cultura.
Quando o ambiente estimula o crescimento pessoal e profissional, oferecendo possibilidades de reconhecimento e sentimentos de poder, de crescimento e de realização pessoal a motivação das pessoas as leva a sacrificarem outros interesses pessoais.

AGRADECIMENTO PESSOAL:

Costumo falar em meus cursos que aprendi a trabalhar na AG. e muito me orgulho de ter sido um de seus parceiros em todos esses anos em centenas de eventos. Se hoje domino bem alguns conceitos praticados em organizações de sucesso ali aprendi vendo a aplicação cotidiana daquilo que conhecia na teoria.
A observação de alguns pontos me marcarão para sempre: sentimento de realização, baixa competição interna, lideranças fortes mas sem autoritarismo ou vedetismo, respeito ao ser humano, confiança mutua, abertura de dialogo entre chefes e auxiliares, a importância da amizade entre colegas, ambientes alegres e a prática de reconhecimento positivo como fator motivacional.
Nunca poderia imaginar que um convite para desenvolver um pequeno seminário pudesse marcar tão profundamente a minha carreira como consultor organizacional. Hoje, no cenário de privatizações, fusões, parcerias e “downsizing” estou me especializando em desenvolver ou reconstruir culturas organizacionais e tenho certeza que a minha segurança no assunto se deve em muito a essa experiência de estudar o desenvolvimento da Andrade Gutierrez.
Termino esse pequeno testemunho emocionado, com tantas lembranças de uma “Bodas de Prata” profissional, e profundamente grato pela confiança, respeito e carinho com que sempre fui recebido nesses vinte cinco anos de convivência com essa cultura de sucesso.

2018-04-02T21:58:53-03:00Cases|

Sonhos não tem idade

 

 

Os sonhos mobilizam as ações de projetos existenciais. Diante de um quadro caótico como vivemos no Brasil nos dias atuais, podemos ter duas ações: ou acomodar lamentando a vida no conforto da alienação ou agir sonhando com dias melhores.

Aos setenta e sete anos optei pela segunda opção a de sonhar grande e lutar por um Brasil com justiça social.

Percebo que participo de uma geração perdida e sem recuperação, pois o tempo flui inexoravelmente e não tem retorno.

Minha geração não conseguiu fugir da sedução do canto da s sereias da corrupção. Conseguimos um milagre negativo, criar num país extraordinariamente rico três segmentos impares: o dos pobres sem perspectiva de vida digna, a dos que produzem sem ganhos condizentes, e finalmente a de elites burocráticas de agentes improdutivos, mas cheios de privilégios e com salários astronômicos.

Servidores públicos dos poderes Judiciário, do Legislativo e do Executivo, verdadeiros parasitas sociais legislam em causa própria defendendo “com unhas e dentes” privilégios absurdos. Criam despesas incríveis em função de suas aspirações antissociais. Aposentadorias inacreditáveis, como a dos militares que transferem para suas proles privilégios injustificáveis. Presidentes e governadores que se aposentam com direitos de ajudas de custo vitalícias semelhantes aos de regimes feudais, monárquicos ou de ditaduras militares. Poderia continuar escrevendo o equivalente a uma enciclopédia sem conseguir descrever os absurdos da nossa máquina estatal.

Não resolveremos esses e outros problemas sem profundas reformas sociais: reformas politicas e eleitoral, reformas tributarias, jurídica e muitas outras mudanças estruturais. Para isso torna-se necessário um pacto de salvação nacional elaborado por representantes de todos os segmentos significativos da nossa sociedade.

Infelizmente esse não é um evento que se constrói no curto prazo histórico. A conscientização politica de uma nova sociedade e  projetos de modernização de nossa cultura demandará anos de debates e negociações.

O mais importante desse movimento será o de envolvimento dos jovens, pois deles dependerá a construção de uma nação justa e ética.

Esse é o meu sonho. A minha ação será de participar juntamente com as novas gerações do discutir, conscientizar e construir projetos de futuro de um Brasil mais justo.

Gostaria de somar o meu aprendizado de 50 anos de consultoria organizacional á pujança e energia emocional de jovens empreendedores de sucesso.

Vocês representem e são de fato as nossas esperança de renovação dos padrões comportamentais das frustrantes gerações passadas, onde o discurso de justiça social dos nossos políticos é apenas uma peça de retorica ilusionista para enganar a nossa população de gente simples, ingênua e inculta.

Além dos projetos de futuro são os jovens que produzirão as riquezas para financiar os sistemas educacionais, de saúde, de segurança, enfim das necessidades básicas de todo cidadão.

São também eles que substituirão as nossas fracassadas classes politicas e que poderão defender praticas éticas e laicas. Digo laicas, pois é importante separar religião e também de descartar crenças ideológicas impostas. A ação politica consensual, que é o postulado básico dos regimes democráticos é incompatível com imposições autoritárias. “A deus o que é de Deus e a Cesar o que é de Cesar”.

Os jovens terão ao lado das competências tecnológicas de desenvolver  a competência interpessoal, ou seja habilidades sociais, emocionais e afetivas nos relacionamentos com suas equipes. Deverão praticar o dialogo com as mesmas, visando criar um clima de entendimento e alta criatividade. Deverão se preocupar em ser um líder legitimado e não apenas legalizado.

Gostaria de contribuir com os jovens na elaboração se seus projetos onde funcionaria com auxiliar e não como protagonistas, pois cabeará as novas gerações assumirem o futuro, que a elas pertence.

Penso em trabalhar na coxia da cena empresarial, com a experiência de 50 anos de vivencia empresarial, para ajudar aos novos atores a dominarem os cenários empresariais futuros, com scripts de esperança de uma sociedade mais justa.

Sonhando grande, espero que quando eu saia do campo existencial, leve comigo o sentimento de dever cumprido, pois terei nos novos players a certeza de realização dos projetos de esperança de uma vida mais digna para nosso povo.

 

 

2018-01-31T18:17:39-03:00Artigos, Blog|